segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O grito...


O meu gritar é tão alto...

Será que o ouves na intensidade que grito?

E consegues mesmo que te rasgue a alma,

E sangre-te os tímpanos?

O meu grito risca como ponta de faca

E fica tatuado nas tuas entranhas?

Quando este brado de dor não for mais ouvido.

Quando eu for apenas um ponto na lembrança,

E o meu chamado ecoar longínquo.

Quando o meu grito se esvair em murmúrio,

Lembrar-te-ás do sorriso que havia

Nos olhos e na mesma boca que o gritou?

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