
Velejo por entre correntes marítimas
que o navio do destino
faz balançar,
arrastando em torvelinho
meu sonho, rumo às águas profundas
do imensurável mar.
As ondas eram pequenas
- pequeno era meu desejo de amar.
Quando venci a timidez,
já era tarde, tarde demais:
as ondas viraram vagas, vagalhões
e afundaram
meu barco de papel.

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