terça-feira, 5 de agosto de 2008

Barco de papel...


Velejo por entre correntes marítimas

que o navio do destino

faz balançar,

arrastando em torvelinho

meu sonho, rumo às águas profundas

do imensurável mar.


As ondas eram pequenas

- pequeno era meu desejo de amar.

Quando venci a timidez,

já era tarde, tarde demais:

as ondas viraram vagas, vagalhões

e afundaram

meu barco de papel.

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