quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Medo...


O medo persegue-nos no escuro.Esconde-se, por entre os imaginários dos monstros debaixo da cama. O grito, que corta o silêncio angustiante da escuridão. O nosso grito, que não reconhecemos.Medo de quê?Medo do desconhecido, que se pode apoderar de nós. Transformar-nos nos mais detestáveis seres. Temos medo. De abandonar quem somos, de mergulhar nas entranhas que algo que não conhecemos. Medo da dor. Medo do sofrimento. Medo do vazio.Mas o medo persegue-nos, no pequeno barulho suspeito que ouvimos á noite, num local onde sabemos, que apenas os mortos dormem.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Criança...


Em crianca, sonhamos com futuros ma'gicos, com principes unicos e com a aquisicao do corpo de sereia. Tinha 6 anos e contava os que me faltavam, "ainda 12", pensava eu. Todo este tempo fiz contagem decrescente. Julguei sempre os 18 anos como uma meta, uma conclusao. A altura em que seria outra pessoa, com objectivos realizados e com muito para contar. Quantas as vezes que sonhava acordada com o menino que estaria comigo. Quem seria o primeiro amor. A maior curiosidade era como seria a minha personalidade, o meu estilo, o meu Eu. Com 6 anos vemonos como os melhores. Nao duvidamos que conseguimos tudo o que queremos, vendo assim um futuro de sonho. Felicidade? Facil. Amor? Ainda mais facil. Amizade? Nao vai faltar. sucesso? Sem duvida. Universidade? Qual e' a duvida? Nao passa de ilusao. Passa se a meta e olha se para tras. Observa se que os obstaculos cairam conosco. Supera se dificuldades, mas nao ganhamos nada com isso! Olhamos para tras e rimo nos de no's! Rimos da esperança! Continuo a mesma, com os mesmos objectivos por concluir mas sim com muito por contar. Memorias. Sorrisos. Choros. Sentimentos. Experiências. "Quem seria o primeiro amor." .. Quem diria que o amor seria aquilo.. descobrimos que nao e' so rir e dar beijinhos Amar e' coisa para gente grande. Adolscentes sofrem com sentimentos de adultos. Falta nos pedalada! A minha personalidade, o meu estilo, o meu Eu. Olho-me e vejo me ...Eu?! Algue'm... sem muito para aprofundar! Dificil... Paranoica... Teimosixima! Impaciente Nervosa... Uma Querida! A Amiga! A melga! Nunca a Melhor! Diferente! Todos o somos! Diferente, a' minha maneira! Alguem com medo do futuro. Felicidade? A caminho dela. Amor? Nao, Obrigada. Amizade? Poucos mas Verdadeiros. sucesso? Um dia. Universidade? Como? As ideias mudam quando se alcança os 18! A vida, a pessoa, a beleza... isso nao muda! Mas aprende se a mudar as ideias, os sonhos e as ilusoes! Crescemos mas nao tudo! Alcança se, e ve se que 18 nao e' nada mas e' tudo! E' o bem bom que acaba! E' a facilidade que muda! E' atravessar a rotunda e ir em frente! E' o começo da luta! Pela vida! A luta por uma palavra nova. A NOSSA Vida! Espero !

Barco de papel...


Velejo por entre correntes marítimas

que o navio do destino

faz balançar,

arrastando em torvelinho

meu sonho, rumo às águas profundas

do imensurável mar.


As ondas eram pequenas

- pequeno era meu desejo de amar.

Quando venci a timidez,

já era tarde, tarde demais:

as ondas viraram vagas, vagalhões

e afundaram

meu barco de papel.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tempo...


Com o passar do tempo aprendi a diferença,

entre dar a mão e acorrentar uma alma...

Aprendi que amar não significa apoiar-se,

e que companhia nem sempre significa segurança...

Aprendi que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas...

Aprendi a aceitar derrotas de cabeça erguida e olhos adiante...

Aprendi a construir o meu proprio caminho no hoje,

porque o terreno de amanhã é incerto...

Aprendi que desabafar pode aliviar dores emocionais...

Aprendi que as verdadeiras amizades estão sempre a crescer mesmo sendo de longas distâncias...

Aprendi que não importa o que tenho na vida, mas sim quem tenho...

Aprendi que ser flexível não significa ser fraco, porque seja qual for a circunstancia há sempre 2lados...

Aprendi que não é suficiente ser perdoada por alguém, porque tenho de primeiro saber perdoar-me a mim propria...

Aprendi que não importa em quantos pedaços o meu coração foi partido, porque o mundo não pára para que eu o conserte...

Aprendi acima de tudo que a vida tem valor...

E que eu tenho valor sobre a vida...

O grito...


O meu gritar é tão alto...

Será que o ouves na intensidade que grito?

E consegues mesmo que te rasgue a alma,

E sangre-te os tímpanos?

O meu grito risca como ponta de faca

E fica tatuado nas tuas entranhas?

Quando este brado de dor não for mais ouvido.

Quando eu for apenas um ponto na lembrança,

E o meu chamado ecoar longínquo.

Quando o meu grito se esvair em murmúrio,

Lembrar-te-ás do sorriso que havia

Nos olhos e na mesma boca que o gritou?